segunda-feira, 19 de março de 2007

O verbo e a verba não são um casal.

Não se brinca com as palavras. Infelizmente tudo o que você diz hoje pode se voltar contra você amanhã. Não é a toa que temos uma boca e dois ouvidos. Pena que a gente sempre teima por falar demais...

Nós tendemos a confundir as coisas com facilidade. Eu mesma já me vi nesta situação milhares de vezes. Falei e nem percebi. Gritei e nem senti. Mas sofri depois como nem eu poderia imaginar.

Já briguei, me fiz de durona e logo que desliguei o telefone desabei em lágrimas. Sim, eu já chorei muitas vezes sozinha.

As relações de hoje em dia são confusas. Promíscuas. Complexas.

Você pode se apaixonar pelo seu chefe. Seu chefe pode se apaixonar por você. E aí? Qual relação será mais importante? A pessoal ou a profissional? Será que ele não vai pensar que você não passa de uma oportunista? E você, menina. Provavelmente tema que sua capacidade seja colocada de lado.

E o advogado que se apaixona pela cliente.

O bandido que morre de amores pelo carcereiro.

A estudante que ama matemática por causa do professor malhadão.

E o jornalista com a sua fonte.
De repente alguém importante vem e te conta algo bombástico. O que prevalece? Sua consideração por ela e a confiança ou os aplausos válidos por um dia?

Nem eu consigo entender o que eu estou dizendo. Mas eu precisava desabafar.
Porque as relações são confusas, eu já disse.

Será que não tem um meio termo? Tudo tem que ser levado a ferro e fogo sempre?
Confusas relações.

A boa profissional pode ter também boas intenções? Ou o bom repórter é sempre um filho da puta por natureza?
Ai, as confusas relações.
Prefiro pensar que é só uma fase. O tal dia do pé-esquerdo.
Nada como uma noite de sono para fazer tudo ficar idiota.
Ai, as confusas relações...

Um comentário:

Fernando disse...

Menina, que reflexão foi essa? Hein!... Soltou o verbo... Rsss...