quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Paz de poeira

Sabe aqueles dias em que a paz não lhe dá sossego?
O silêncio é tão grande que chega a fazer barulho no corredor.
E se não há sons, a gente inventa.
Se não há problemas, a gente cria alguma dor.

Navegar em águas calmas é tão inquietante às vezes.
É preciso marolar.
Tranquilidade é um mal que me consome muito rapidamente.
Não faço yoga nem meditação
Eu gosto de confusão.

Tenho a sensação de que tudo está perdido
Mas aí o medo faz a gente viver mais atento
Paz é como uma picadinha de preguiça
E eu não consigo viver neste ritmo muito lento

Eu gosto da paz, calma.
Eu quero água fresca e sombra de amendoeira
Mas só de vez em quando
Porque por enquanto
Eu quero sacodir a poeira.

5 comentários:

Marcio disse...

Vou quebrar o silêncio falando em seu ouvido, você é linda.Vou fazer barulho pegando em seu braço e fazendo você se movimentar em ritmo alucinante e gostoso.
Silêncio, calma e paz só quando você não estiver por perto, com você aqui, do lado, ao lado, de frente, é tudo impossível. Impossível é você, ao mesmo tempo difícil de entender o encanto que causa, sensações que sinto, e como sinto, mas aqui não é lugar de explicar, apenas pensar, sonhar e querer.
As poesias foram inspiradas nas melhores mulheres, e você é uma poesia, praticada diariamente com belas palavras e sons sem nexo.
beijos

DK disse...

Amada,

Pra ter paz é preciso gostar da própria paz. Ficar bem com alguém só é possivel depois de comecar a curtir ficar sozinho. Caso contrário, comecamos a gostar de curtir a vida do outro, a alegria do outro e tambem a paz do outro. Relaxa, quando vc nao quiser mais curtir sua paz eu caso com vc! :) Bjs!!!

Marcelo Alexandre disse...

Joanna... mais fotos sua, junto aos post novos, fotos!
felicidades

Rodrigo A. disse...

Joanna, você é maravilhosa.
Linda, competente e poetisa...
God bless you, beatiful.

Cristina Casagrande disse...

Ah, eu acho que esse um conceito errado de paz. Paz é conseqüência da felicidade, não é sinônimo de tédio,esse sim, denota falta de alegria, e sem alegria, não há paz.

É por aí que me guio e sou guiada.