domingo, 1 de fevereiro de 2009

No consultório...

Leila estava nervosa. E apressada. E de mau-humor. Pegou a sacolinha e saiu em disparada para o laboratório. Levava três potinhos. Adivinha? Exame de fezes. Não tem nada mais desagradável do que fazer um exame de fezes.
Sentou-se na sala de espera. Trajava um vestido branco, até o joelho e não se atreveu a tirar os óculos escuros. Para ela, os óculos ajudavam a manter uma certa privacidade. Quando olhou para o lado, viu um moço atraente. E ficou mais nervosa ainda. Mas pensou: "Ah, os potinhos estão escondidos".
Senha 1304. Hora de ser atendida. Leila se levanta, começa a conversar com a atendente. Bia. Ela lia todos os exames em voz baixa. Mas... em dado momento, ela berra para o guichê número 1.
- Ô, Juliana.... O exame de rotavírus e adenovírus nas fezes não é a mesma coisa?
Leila, que nunca foi fã de frutos do mar, queria virar uma ostra naquele momento. Fitava a tal da Bia com vontade de lhe socar as maçãs do rosto. Pegou seus potinhos, toda envergonhada, e sentou do outro lado da sala. Quando achou que sua vergonha tinha chegado ao final...
- Amostras de Leila Sampaio, por favor...
Quinze minutos de espera, duas amostras de como se pode passar vergonha dentro de um consultório. E um belo exemplo de como uma paquera vai, literalmente, para a merda.

(OBS: Esse episódio é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com fatos reais, é porque isso já deve ter acontecido com alguém...)

7 comentários:

Anônimo disse...

muito bom texto. grande senso de humor.

matheus disse...

grande texto. gostei do seu senso de humor.
Bjjss

Xande Dias disse...

Joanna, você é demais. Não sabia que você escrevia crônicas desse tipo... adorei.
Beijo
Xan

D.Russo disse...

heheheheheheh...
gostei mto!

Anônimo disse...

Muito bem bolado
Adorei

Seuli disse...

Gostei muito

Joanna de Assis disse...

eebaaaaaaaaaaaaaaaa