Duas palavras que não deveriam existir. Escutei isso de uma amiga hoje, enquanto fazíamos as unhas.
E por quê?
Porque são mentirosas.
O sempre sempre acaba, e a Cássia Eller nos lembra isso em música. E o nunca quase nunca é definitivo. As pessoas banalizaram o dicionário. E o uso dessas duas palavrinhas virou bagunça.
"Te amo para sempre, meu amor" - Aí, duas semanas depois, o cara está com outra.
"Eu nunca mais vou olhar na cara dele" - Ahá... recebi o convite do casamento da dita cuja que disse isso. O casamento é com o tal citado, obviamente.
O problema é quando a gente acredita no sempre. Bota fé em meia dúzia de palavras juntas. Em meia dúzia de frases e promessas. É tão fácil falar... Mais fácil ainda é o arrependimento.
Banalizaram a oração, o pedido, a vontade. Nunca mais será o mesmo? Olha aí a palavra nunca atravessando a rua outra vez.
Pense antes de dizer o nunca.
Engula o sempre de vez em quando.
Diga... Eu te amo hoje e prometo te amar.
Eu te odeio hoje e prometo repensar.
Nunca é uma promessa que eu não posso cumprir.
Assim como o para sempre.
Nunca é muito tempo.
Sempre é um tédio só.
"Não estamos bem, mas vamos ficar"
Há 11 anos