quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Resolutions...

Até os mais céticos não resistem a uma espiadinha. São as previsões para o ano que acaba de chegar. Eu confesso: sempre leio algum horóscopo perdido por aí. Mas desta vez eu não entendi direito o que 2009 me reserva... Dividi com um amigo a minha angústia por respostas. Segue o pequeno diálogo abaixo.

Joanna de Assis diz:
Não entendo o meu horóscopo. Saca só:
Joanna de Assis diz:
Não desperdice as oportunidades, mesmo sabendo que os outros nem ao menos desconfiam das muitas dúvidas que estão sendo geradas pela oposição entre o caótico e criativo Urano de Peixes e o obsessivamente organizado Saturno no signo de Virgem
Joanna de Assis diz:
vc entendeu isso?
Adriano diz:
porra nenhua.
Adriano diz:
nenhuma
Joanna de Assis diz:
hahahaha, foi o que eu pensei.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

´Um rato´ de sabedoria

Calma, não é nada do que você está pensando. O título sugere, mas engana. O que eu quero dizer neste post, na realidade, é o quanto os idiomas confundem. Estive no Chile na semana passada e me diverti com as diferenças de significados de algumas palavras. Rato é uma delas.
Se alguém no Chile, Argentina, ou em qualquer país sul-americano, falar para você UM RATO, não precisa sair correndo, nem dê chilique. Um rato nada mais é que um pedido para esperar, o mesmo que UM MOMENTO!!!

Esquisito? Esquisito mesmo é o significado da palavra esquisito para eles. Se para nós esquisito é sinônimo de estranho, para os chilenos, por exemplo, esquisito é gostoso. Então, se quiser agradar alguma cozinheira argentina, é só dizer que a comida dela está esquisita. Ela vai adorar.

O que você faria se, em uma festa, alguém se oferecesse para segurar seu SACO? Você ficaria puto? Partiria para a porradaria? Mas não deveria, cara pálida. Saco é o mesmo que TERNO.

Nota fiscal. Você vai a um restaurante, pede a notinha, e lá vem um carimbão enorme de CANCELADO. A reação natural será chamar o garçom e reclamar, né? Nããããããao. CANCELADO é o mesmo que PAGO. ;)

Conselho da Joanna? Leve sempre um dicionário. Ou até mesmo um daqueles livros APRENDAR A FALAR TUDO EM ESPANHOL. Ajuda a não passar vergonha, pelo menos. Leia no avião. E quando chegar no seu destino... só peça um rato quando precisar consultar o pai dos inteligentes.

domingo, 30 de novembro de 2008

Direto do Chile...


Como muitos já sabem, estou no Chile, cobrindo a seleção sub20 feminina. Para ser mais exata, em Temuco, cidade charmosa e fria ao Sul do país. Temuco é cheia de morangos e de histórias. Uma delas divido já com vocês. Temuco é a terra do poeta Pablo Neruda.
Fomos até o museu ferroviário que leva seu nome. Ferroviário? Sim, ferroviário. O pai de Neruda trabalhava com trens, o que por muito tempo foi o forte da cidade...
Como gosto muito de Neruda, aqui vai um poema. Em homenagem as meninas do Brasil, que prometem poesia dentro de campo diante da Alemanha nesta segunda-feira...
Vai, Brasil!

Antes de Amar-te...

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Paz de poeira

Sabe aqueles dias em que a paz não lhe dá sossego?
O silêncio é tão grande que chega a fazer barulho no corredor.
E se não há sons, a gente inventa.
Se não há problemas, a gente cria alguma dor.

Navegar em águas calmas é tão inquietante às vezes.
É preciso marolar.
Tranquilidade é um mal que me consome muito rapidamente.
Não faço yoga nem meditação
Eu gosto de confusão.

Tenho a sensação de que tudo está perdido
Mas aí o medo faz a gente viver mais atento
Paz é como uma picadinha de preguiça
E eu não consigo viver neste ritmo muito lento

Eu gosto da paz, calma.
Eu quero água fresca e sombra de amendoeira
Mas só de vez em quando
Porque por enquanto
Eu quero sacodir a poeira.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Apenas dois versos

Se eu não somo, eu sumo.
Afinal, estou despedaçada.
Sem o asilo, sem seu zelo
Ainda tenho nós no cabelo!
E minha estrada está esburacada.

Se eu me dano, dane-se.
Eu ri na sua comédia
Agora choro com o meu drama.